domingo, 4 de julho de 2010

Onde há razão para quando não há sentido?

Onde está sua paixão? O que move sua vida? O que te faz brilhar os olhos? Onde está o seu prazer? Essas são perguntas as quais, na maioria das vezes, procuramos não fazer. Descarrilar o curso normal da vida, do cotidiano assim como ele se faz parece dar um certo trabalho e um pouco de sofrimento. E sofrimento não é algo a que estamos dispostos a enfrentar!

Como não pensar naquele trabalho que diariamente nos consome a alma, nos alimenta, veste e traz moradia, mas que não nos oferece a alegria de fazê-lo. Então pergunto, mas porque teria que trazer alegria? Quem diz que trabalho deve ser sinônimo de prazer? Porque há que se conciliar a obrigação de fazer com a satisfação de um resultado?

Assistindo ao filme “Julie & Julia” percebi o quanto a alegria e a felicidade de se buscar algo internamente, que nos mova, que nos direcione a algo prazeroso pode ser sim muito recompensador. Buscar dentro de si, ainda que isso leve um certo tempo ou alguns equívocos, será sim o que moverá a vida para um curso de realização pessoal e conseqüentemente profissional ou na ordem inversa também serve.

Como gostaria de acordar pela manhã e saber que aquilo que me propus a fazer será parte de extrema vontade do meu eu. Que meu dia será, mesmo com as dificuldades inerentes da vida uma grande vitória por conseguir conciliar o que me faz brilhar os olhos e os resultados frutíferos desse fazer.

E quando nada nos move e nos traz esse prazer? E quando chegamos ao ponto em que descobrimos que viver é preciso, apenas viver. Essa é a pergunta que me faço agora. Será que tem sentido apenas viver sem prestar atenção em nós e no que nos atormenta? Ou devemos buscar nesse viver algo que nos alimente a alma de muita vontade, conquistar algo que seja a força maior que nos leve ao sentido pleno da realização do eu?

Nesse momento minha escolha é buscar a vida. A vida que me leve brilhar os olhos e mesmo que isso esteja distante e/ou tropece em algumas pedras, tenho a certeza que o caminho será mais primoroso e feliz! A inércia do eu é a morte mais lenta que existe.

Então, que eu tenha força, coragem e paciência para que minha caminhada seja próspera!

11/04/2010
Patrícia M. de Sá

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